quinta-feira, setembro 16, 2010

refacção de "A Fala", by denilson

A Fala


Como antes da fala já existia a linguagem, o Homem tentou também codificá-la para melhor entender o seu funcionamento. Então, o homem começou a produzir códigos que interpretassem seus pensamentos, além de encurtar o trabalho que dava a gesticulação por sinais faciais, manuais etc.
A Linguagem, naquele momento, recebera um apoio que iria diferenciar por definitivo o homem dos demais animais: um código onde a fala seria reproduzida, compartilhada e mantida para uma era de velocidade crescente de informações vindoura.
A Linguagem ganhou o apoio da "Fala” no momento adequado para humanidade expressar seu pensamento (individual e coletivo), movimentar sua mensagem/resposta e questionamentos do meio onde habitava. Algo até absurdo de se pensar de uma espécie animal tão distintas e diferenciada dos outros animais terráqueos a não ser por seu encéfalo desenvolvido e polegar opositor da mão (que serve como alavanca natural. Mas os estudiosos queriam saber qual era a ligação ou separação que a língua (falada) tinha com a linguagem (comunicação racional entre um indivíduo consigo mesmo, ou grupo de indivíduos).

Se filosofou muito, ao longo da história humana, sobre essa inquietações. Nomes como Aristóteles e W. Geraldi (1991), por exemplo, distantes um do outro na história da busca da definição da Linguagem, mas com a mesma preocupação de como definir algo que era inerente a humanidade e que iria se adaptando ao longo de sua existência. Aristóteles defendeu a idéia que “a linguagem humana era a representação do mundo e do pensamento” (agindo como um reflexo do interior do ser). Já W. Geraldi, ousou mais ao dizer que “além de reflexo e ferramenta a linguagem é Dinâmica, que ela inter-age num indivíduo e, nos outros, ao redor dele”(GERALDI, J.W.(1991). Estes “outros”, também interagindo consigo próprios e seus respectivos “Social System”).
Até o século XIX a língua era descritiva. Os teóricos queriam definir as estruturas da(s) língua(s) sem se preocupar com as nuances dela(s) própria(s) que notadamente, fora ignorada como um focus de estudo. Considerado patrono da Lingüística moderna, Ferdinand Saussure (Curso de Linguística Geral,1916), em sua obra póstuma, considerava a lingua como de estudo estrutural, codificada. Notadamente, Fonologia e a Morfologia ganharam impulso. A partir daí, onde os estudos concentravam-se nos fonemas e morfemas etc. Surgindo, assim, a primeira corrente, "Estruturalista" ou "Saussereana".
Ao longo da evolução, começou-se então a estudar as estruturas frasais de uma língua – SINTAXE – apoiada por Noam Chomsky que, deu vazão a segunda corrente de estudos dos significados, dos "Signos Lingüísticos" – Semântica Estrutural – e das relações de significados entre eles. Chamada teoria "Gerativa", ou "Chomskyana", “o componente central da Gramática é o Sintático, Semântico e o Fonológico agem apenas como interpretativo”. Atrelado ainda a um sistema de componentes do significado são agora denominados “Traços Semânticos,” onde o sentido de um enunciado deve ser avaliado em termos de condições de verdade ou falsidade das proposições sobre os estados de coisas nele contidos. Ambos tentando definir a Língua sem concretismo e sem contexto de uso.
Um terceiro passo na caminhada ao entendimento de sua identidade de linguagem é a teoria Pragmática. Nessa, a língua e seus usuários (humanos) estão atentos ao Dinamismo de movimento da língua (linear e circular) entre o emissor e o interlocutor, e vice versa. Onde a teoria pragmática englobaria todo sistema da fala (histórico e de estudo) e seu funcionamento.

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