
“Sou selvagem?”
Minhas garras e pêlos me denunciam
Meu andar quadrúpede assusta meus adversários.
Meu grito aflige minhas presas
Que sabem que estou perto.
Muitas são as tentativas de pedradores que me assolam,
Porém, se estou lhes contando essas memórias é porque sempre tive êxito
em minhas fugas e, muitas vezes apenas esperava
Comendo algum fruto em um galho escondido.
Passeando então nestes tempos onde meus parentes
estão diminuindo de número e é raro fazermos uma toca
Estou só, nos galhos negros onde me equilibro, fugindo de um predador
ainda mais voraz e sagaz, cruel e destemido.
Um dos gigantes-duas pernas que falam sozinhos com máquinas pequenas.
São uma espécie nova que não ligam para família e caçam outra espécimes de
alimentos em um grande quadrado de areia dura e ferro trabalhado.
Vago sozinho atrás das frutas das árvore que sobraram; as árvores não as frutas!
Pois o dono do mundo não as deixa crescer mais além dos limites que eles próprios
medem.
Se fosse isso apenas seria doloroso mais superável até certo ponto mas, eles escravizam nossos
irmãos selvagens de todas espécimes. E os exibem como troféus, vivos ou mortos.
A situação, que cresceu nossa aflição como selvagem, está desesperadora.
Até mesmo o tempo das noites e dias, calor e frio chegam ao extremo da nossa falta de
perspectiva; estamos sem conhecer nossa própria casa.
Estamos prisioneiros em nosso próprio habitat
Sou selvagem ainda?
Do que terei orgulho agora?
Me pergunto como são nomeados, nós os selvagens, pelo animal que comanda nossa casa
nesses dias escuros?
O que será do futuro se nosso presente está fadado ao desespero de lutar não mais pela comida e abrigo mas pela extinção de tudo?
Sou um sangui. Ainda espero que eu seja.
Será que já nomearam minha família com outro nome?
By Denilson



