OUR DEEPEST FEAR IS NOT THAT WE ARE INADEQUATE, OUR DEEPEST FEAR IS THAT WE ARE POWERFUL BEYOND MEASURE. IT IS OUR LIGHT, NOT OUR DARKNESS THAT MOST FRIGHTENS US. YOUR PLAYING SMALL, DOES NOT SERVE THE WORLD. THERE IS NOTHING ENLIGHTENING ABOUT SHRINKING, SO THAT OTHERS WONT FEEL INSECURE AROUND YOU. WE ARE ALL MEANT TO SHINE, AS CHILDREN DO. IT'S NOT JUST IN SOME OF US, IT'S IN ALL OF US. AS WE LET OUR OWN LIGHT SHINE, WE UNCONSCIOUSLY GIVE OTHERS PERMISSION TO DO THE SAME. AS WE ARE LIBERATED FROM OUR OWN FEAR, OUR PRESENCE AUTOMATICALLY LIBERATES OTHERS. ONLY WHEN YOU GENERATE LOVE, AND RADIATE IT FORTH UNTIL IT EMBRACES EVERYONE AND EVERYTHING, WILL LOVE BE YOURS IN RETURN.
By Denilson (adaptado do filme "Coach Carter"
sábado, julho 11, 2009
quarta-feira, julho 08, 2009
Tem rapariga aí?
"Tem rapariga aí?'
'Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão.
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhando uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.
Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético,. Pior, o glamur, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e
toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Artigo de José Teles, publicado no JC Online em 07 de maio
'Tem rapariga aí? Se tem levante a mão!'. A maioria, as moças, levanta a mão.
Diante de uma platéia de milhares de pessoas, quase todas muito jovens, pelo menos um terço de adolescentes, o vocalista da banda que se diz de forró utiliza uma de suas palavras prediletas (dele só não, e todas bandas do gênero). As outras são 'gaia', 'cabaré', e bebida em geral, com ênfase na cachaça. Esta cena aconteceu no ano passado, numa das cidades de destaque do agreste (mas se repete em qualquer uma onde estas bandas se apresentam). Nos anos 70, e provavelmente ainda nos anos 80, o vocalista teria dificuldades em deixar a cidade.
O secretário de cultura Ariano Suassuna foi bastante criticado, numa aula-espetáculo, no ano passado, por ter malhando uma música da banda Calipso, que ele achava (deve continuar achando, claro) de mau gosto. Vai daí que mostraram a ele algumas letras das bandas de 'forró', e Ariano exclamou: 'Eita que é pior do que eu pensava'. Do que ele, e muito mais gente jamais imaginou.
Pruma matéria que escrevi no São João passado baixei algumas músicas bem representativas destas bandas. Não vou nem citar letras, porque este jornal é visto por leitores virtuais de família. Mas me arrisco a dizer alguns títulos, vamos lá: Calcinha no chão (Caviar com Rapadura), Zé Priquito (Duquinha), Fiel à putaria (Felipão Forró Moral), Chefe do puteiro (Aviões do forró), Mulher roleira (Saia Rodada), Mulher roleira a resposta (Forró Real), Chico Rola (Bonde do Forró), Banho de língua (Solteirões do Forró), Vou dá-lhe de cano de ferro (Forró Chacal), Dinheiro na mão, calcinha no chão (Saia Rodada), Sou viciado em putaria (Ferro na Boneca), Abre as pernas e dê uma sentadinha (Gaviões do forró), Tapa na cara, puxão no cabelo (Swing do forró). Esta é uma pequeníssima lista do repertório das bandas.
Porém o culpado desta 'desculhambação' não é culpa exatamente das bandas, ou dos empresários que as financiam, já que na grande parte delas, cantores, músicos e bailarinos são meros empregados do cara que investe no grupo. O buraco é mais embaixo. E aí faço um paralelo com o turbo folk, um subgênero musical que surgiu na antiga Iugoslávia, quando o país estava esfacelando-se. Dilacerado por guerras étnicas, em pleno governo do tresloucado Slobodan Milosevic surgiu o turbo folk, mistura de pop, com música regional sérvia e oriental. As estrelas da turbo folk vestiam-se como se vestem as vocalistas das bandas de 'forró', parafraseando Luiz Gonzaga, as blusas terminavam muito cedo, as saias e shortes começavam muito tarde. Numa entrevista ao jornal inglês The Guardian, o diretor do Centro de Estudos alternativos de Belgrado. Milan Nikolic, afirmou, em 2003, que o regime Milosevic incentivou uma música que destruiu o bom-gosto e relevou o primitivismo estético,. Pior, o glamur, a facilidade estética, pegou em cheio uma juventude que perdeu a crença nos políticos, nos valores morais de uma sociedade dominada pela máfia, que, por sua vez, dominava o governo.
Aqui o que se autodenomina 'forró estilizado' continua de vento em popa. Tomou o lugar do forró autêntico nos principais arraiais juninos do Nordeste. Sem falso moralismo, nem elitismo, um fenômeno lamentável, e merecedor de maior atenção. Quando um vocalista de uma banda de música popular, em plena praça pública, de uma grande cidade, com presença de autoridades competentes (e suas respectivas patroas) pergunta se tem 'rapariga na platéia', alguma coisa está fora de ordem. Quando canta uma canção (canção ?!!!) que tem como tema uma transa de uma moça com dois rapazes (ao mesmo tempo), e o refrão é 'É vou dá-lhe de cano de ferro/e
toma cano de ferro!', alguma coisa está muito doente. Sem esquecer que uma juventude cuja cabeça é feita por tal tipo de música é a que vai tomar as rédeas do poder daqui a alguns poucos anos.
Artigo de José Teles, publicado no JC Online em 07 de maio
sábado, julho 04, 2009
Difícil arte de ser mulher
Difícil arte de ser mulher
Hours concours em Cannes, um dos filmes de maior sucesso no badalado festival francês foi "Ágora", direção de Alejandro Amenabar. A estrela é a inglesa Rachel Weiz, premiada com o Oscar 2006 de melhor atriz coadjuvante em "O jardineiro fiel", dirigido por Fernando Meirelles.
Em "Ágora" ela interpreta Hipácia, única mulher da Antiguidade a se destacar como cientista. Astrônoma, física, matemática e filósofa, Hipácia nasceu em 370, em Alexandria. Foi a última grande cientista de renome a trabalhar na lendária biblioteca daquela cidade egípcia. Na Academia de Atenas ocupou, aos 30 anos, a cadeira de Plotino. Escreveu tratados sobre Euclides e Ptolomeu, desenvolveu um mapa de corpos celestes e teria inventado novos modelos de astrolábio, planisfério e hidrômetro.
Neoplatônica, Hipácia defendia a liberdade de religião e de pensamento. Acreditava que o Universo era regido por leis matemáticas. Tais ideias suscitaram a ira de fundamentalistas cristãos que, em plena decadência do Império Romano, lutavam por conquistar a hegemonia cultural.
Em 415, instigados por Cirilo, bispo de Alexandria, fanáticos arrastaram Hipácia a uma igreja, esfolaram-na com cacos de cerâmica e conchas e, após assassiná-la, atiraram o corpo a uma fogueira. Sua morte selou, por mil anos, a estagnação da matemática ocidental. Cirilo foi canonizado por Roma.
O filme de Amenabar é pertinente nesse momento em que o fanatismo religioso se revigora mundo afora. Contudo, toca também outro tema mais profundo: a opressão contra a mulher. Hoje, ela se manifesta por recursos tão sofisticados que chegam a convencer as próprias mulheres de que esse é o caminho certo da libertação feminina.
Na sociedade capitalista, onde o lucro impera acima de todos os valores, o padrão machista de cultura associa erotismo e mercadoria. A isca é a imagem estereotipada da mulher. Sua autoestima é deslocada para o sentir-se desejada; seu corpo é violentamente modelado segundo padrões consumistas de beleza; seus atributos físicos se tornam onipresentes.
Onde há oferta de produtos - TV, internet, outdoor, revista, jornal, folheto, cartaz afixado em veículos, e o merchandising embutido em telenovelas - o que se vê é uma profusão de seios, nádegas, lábios, coxas etc. É o açougue virtual. Hipácia é castrada em sua inteligência, em seus talentos e valores subjetivos, e agora dilacerada pelas conveniências do mercado. É sutilmente esfolada na ânsia de atingir a perfeição.
Segundo a ironia da Ciranda da bailarina, de Edu Lobo e Chico Buarque, "Procurando bem / todo mundo tem pereba / marca de bexiga ou vacina / e tem piriri, tem lombriga, tem ameba / só a bailarina que não tem". Se tiver, será execrada pelos padrões machistas por ser gorda, velha, sem atributos físicos que a tornem desejável.
Se abre a boca, deve falar de emoções, nunca de valores; de fantasias, e não de realidade; da vida privada e não da pública (política). E aceitar ser lisonjeiramente reduzida à irracionalidade analógica: "gata", "vaca", "avião", "melancia" etc.
Para evitar ser execrada, agora Hipácia deve controlar o peso à custa de enormes sacrifícios (quem dera destinasse aos famintos o que deixa de ingerir...), mudar o vestuário o mais frequentemente possível, submeter-se à cirurgia plástica por mera questão de vaidade (e pensar que este ramo da medicina foi criado para corrigir anomalias físicas e não para dedicar-se a caprichos estéticos).
Toda mulher sabe: melhor que ser atraente, é ser amada. Mas o amor é um valor anticapitalista. Supõe solidariedade e não competitividade; partilha e não acúmulo; doação e não possessão. E o machismo impregnado nessa cultura voltada ao consumismo teme a alteridade feminina. Melhor fomentar a mulher-objeto (de consumo).
Na guerra dos sexos, historicamente é o homem quem dita o lugar da mulher. Ele tem a posse dos bens (patrimônio); a ela cabe o cuidado da casa (matrimônio). E, é claro, ela é incluída entre os bens... Vide o tradicional costume de, no casamento, incluir o sobrenome do marido ao nome da mulher.
No Brasil colonial, dizia-se que à mulher do senhor de escravos era permitido sair de casa apenas três vezes: para ser batizada, casada e enterrada... Ainda hoje, a Hipácia interessada em matemática e filosofia é, no mínimo, uma ameaça aos homens que não querem compartir, e sim dominar. Eles são repletos de vontades e parcos de inteligência, ainda que cultos.
Se o atrativo é o que se vê, por que o espanto ao saber que a média atual de durabilidade conjugal no Brasil é de sete anos? Como exigir que homens se interessem por mulheres que carecem de atributos físicos ou quando estes são vencidos pela idade?
Pena que ainda não inventaram botox para a alma. E nem cirurgia plástica para a subjetividade.
[Autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros].
Frei Betto - Escritor e assessor de movimentos sociais
Hours concours em Cannes, um dos filmes de maior sucesso no badalado festival francês foi "Ágora", direção de Alejandro Amenabar. A estrela é a inglesa Rachel Weiz, premiada com o Oscar 2006 de melhor atriz coadjuvante em "O jardineiro fiel", dirigido por Fernando Meirelles.
Em "Ágora" ela interpreta Hipácia, única mulher da Antiguidade a se destacar como cientista. Astrônoma, física, matemática e filósofa, Hipácia nasceu em 370, em Alexandria. Foi a última grande cientista de renome a trabalhar na lendária biblioteca daquela cidade egípcia. Na Academia de Atenas ocupou, aos 30 anos, a cadeira de Plotino. Escreveu tratados sobre Euclides e Ptolomeu, desenvolveu um mapa de corpos celestes e teria inventado novos modelos de astrolábio, planisfério e hidrômetro.
Neoplatônica, Hipácia defendia a liberdade de religião e de pensamento. Acreditava que o Universo era regido por leis matemáticas. Tais ideias suscitaram a ira de fundamentalistas cristãos que, em plena decadência do Império Romano, lutavam por conquistar a hegemonia cultural.
Em 415, instigados por Cirilo, bispo de Alexandria, fanáticos arrastaram Hipácia a uma igreja, esfolaram-na com cacos de cerâmica e conchas e, após assassiná-la, atiraram o corpo a uma fogueira. Sua morte selou, por mil anos, a estagnação da matemática ocidental. Cirilo foi canonizado por Roma.
O filme de Amenabar é pertinente nesse momento em que o fanatismo religioso se revigora mundo afora. Contudo, toca também outro tema mais profundo: a opressão contra a mulher. Hoje, ela se manifesta por recursos tão sofisticados que chegam a convencer as próprias mulheres de que esse é o caminho certo da libertação feminina.
Na sociedade capitalista, onde o lucro impera acima de todos os valores, o padrão machista de cultura associa erotismo e mercadoria. A isca é a imagem estereotipada da mulher. Sua autoestima é deslocada para o sentir-se desejada; seu corpo é violentamente modelado segundo padrões consumistas de beleza; seus atributos físicos se tornam onipresentes.
Onde há oferta de produtos - TV, internet, outdoor, revista, jornal, folheto, cartaz afixado em veículos, e o merchandising embutido em telenovelas - o que se vê é uma profusão de seios, nádegas, lábios, coxas etc. É o açougue virtual. Hipácia é castrada em sua inteligência, em seus talentos e valores subjetivos, e agora dilacerada pelas conveniências do mercado. É sutilmente esfolada na ânsia de atingir a perfeição.
Segundo a ironia da Ciranda da bailarina, de Edu Lobo e Chico Buarque, "Procurando bem / todo mundo tem pereba / marca de bexiga ou vacina / e tem piriri, tem lombriga, tem ameba / só a bailarina que não tem". Se tiver, será execrada pelos padrões machistas por ser gorda, velha, sem atributos físicos que a tornem desejável.
Se abre a boca, deve falar de emoções, nunca de valores; de fantasias, e não de realidade; da vida privada e não da pública (política). E aceitar ser lisonjeiramente reduzida à irracionalidade analógica: "gata", "vaca", "avião", "melancia" etc.
Para evitar ser execrada, agora Hipácia deve controlar o peso à custa de enormes sacrifícios (quem dera destinasse aos famintos o que deixa de ingerir...), mudar o vestuário o mais frequentemente possível, submeter-se à cirurgia plástica por mera questão de vaidade (e pensar que este ramo da medicina foi criado para corrigir anomalias físicas e não para dedicar-se a caprichos estéticos).
Toda mulher sabe: melhor que ser atraente, é ser amada. Mas o amor é um valor anticapitalista. Supõe solidariedade e não competitividade; partilha e não acúmulo; doação e não possessão. E o machismo impregnado nessa cultura voltada ao consumismo teme a alteridade feminina. Melhor fomentar a mulher-objeto (de consumo).
Na guerra dos sexos, historicamente é o homem quem dita o lugar da mulher. Ele tem a posse dos bens (patrimônio); a ela cabe o cuidado da casa (matrimônio). E, é claro, ela é incluída entre os bens... Vide o tradicional costume de, no casamento, incluir o sobrenome do marido ao nome da mulher.
No Brasil colonial, dizia-se que à mulher do senhor de escravos era permitido sair de casa apenas três vezes: para ser batizada, casada e enterrada... Ainda hoje, a Hipácia interessada em matemática e filosofia é, no mínimo, uma ameaça aos homens que não querem compartir, e sim dominar. Eles são repletos de vontades e parcos de inteligência, ainda que cultos.
Se o atrativo é o que se vê, por que o espanto ao saber que a média atual de durabilidade conjugal no Brasil é de sete anos? Como exigir que homens se interessem por mulheres que carecem de atributos físicos ou quando estes são vencidos pela idade?
Pena que ainda não inventaram botox para a alma. E nem cirurgia plástica para a subjetividade.
[Autor de "A arte de semear estrelas" (Rocco), entre outros livros].
Frei Betto - Escritor e assessor de movimentos sociais
segunda-feira, junho 15, 2009
I barely know his behavior (by Karla M.)
“I barely know about His behavior but in His eyes lies the face of a Kid dreams´ carrier.
His body ahead of your time that life brought him, making your beard a new identity, shows everything is a mere defense, as the world in his hand was a lil´glass ball and playing with it was the only playtime He´ve got, the war game where he is the king, where he plays as the way his fingers demand. I again say that i dunno his roots, but also say that in this Man, with his kid´s way to live, there´s a heart bigger than his own chest. His shyness got a smile that makes other who see it smile with it, shows the right direction how to be So-Dummie-Funny instead each paces of Him can be heavy is light his weight though and His got a tender smile only visible to who want to see beyond this coat of Man,Superhero of his own life, and of “ We are who We wanna be” and see that Kid with dirt feet playing under rain with His dreams in a world that only belongs to Him. Behind this Man, a Kid, behind this smile, a anchor.!
Written by a person “I barely know his behavior” =D
“By Karla Medeiros”
His body ahead of your time that life brought him, making your beard a new identity, shows everything is a mere defense, as the world in his hand was a lil´glass ball and playing with it was the only playtime He´ve got, the war game where he is the king, where he plays as the way his fingers demand. I again say that i dunno his roots, but also say that in this Man, with his kid´s way to live, there´s a heart bigger than his own chest. His shyness got a smile that makes other who see it smile with it, shows the right direction how to be So-Dummie-Funny instead each paces of Him can be heavy is light his weight though and His got a tender smile only visible to who want to see beyond this coat of Man,Superhero of his own life, and of “ We are who We wanna be” and see that Kid with dirt feet playing under rain with His dreams in a world that only belongs to Him. Behind this Man, a Kid, behind this smile, a anchor.!
Written by a person “I barely know his behavior” =D
“By Karla Medeiros”
A culpada é a Educação
“A culpada é a educação”
Com a globalização tornou-se óbvio as comparações entre as culturas mundiais e as diferentes formas de aprendizagem.
É enorme a diferença, dentro do Brasil, da educação lecionada entre as escolas públicas e particulares, no que se refere à materiais didáticos, horas de permanência na escola dos estudantes e intercâmbio com outros órgãos governamentais e países. É quase injusta a competição por uma vaga nas Universidades (Federais e Particulares) entre estes alunos. Claro, pesando vantagens para os alunos de escola particulares.
Cresce muito no Brasil o “emprego informal” ou profissionais “autônomos” que, desempenham importante impulso para a economia interna do país. Muitos desses profissionais autônomos são cidadãos com ensino superior completo a mais de cinco anos, formados em universidades particulares ou federais que, optaram por uma renda estável e superior, ou migraram para o trabalho informal por falta de oportunidade no mercado de trabalho no qual eles investiram seus estudos.
A escola e os profissionais que a mantém, como um hospital ou, um prédio de uma prefeitura, devem receber o devido respeito por ser uma instituição voltada ao aprimoramento sociocultural e intelectual dos cidadãos. Atuando como vetor secundário da família e trampolim à vida difícil e competitiva que espera o futuro cidadão.
Mas a mera existência de informações não garante uma boa educação acadêmica ou social: ela será o resultado do equilíbrio familiar com a escola.
By denilson
Com a globalização tornou-se óbvio as comparações entre as culturas mundiais e as diferentes formas de aprendizagem.
É enorme a diferença, dentro do Brasil, da educação lecionada entre as escolas públicas e particulares, no que se refere à materiais didáticos, horas de permanência na escola dos estudantes e intercâmbio com outros órgãos governamentais e países. É quase injusta a competição por uma vaga nas Universidades (Federais e Particulares) entre estes alunos. Claro, pesando vantagens para os alunos de escola particulares.
Cresce muito no Brasil o “emprego informal” ou profissionais “autônomos” que, desempenham importante impulso para a economia interna do país. Muitos desses profissionais autônomos são cidadãos com ensino superior completo a mais de cinco anos, formados em universidades particulares ou federais que, optaram por uma renda estável e superior, ou migraram para o trabalho informal por falta de oportunidade no mercado de trabalho no qual eles investiram seus estudos.
A escola e os profissionais que a mantém, como um hospital ou, um prédio de uma prefeitura, devem receber o devido respeito por ser uma instituição voltada ao aprimoramento sociocultural e intelectual dos cidadãos. Atuando como vetor secundário da família e trampolim à vida difícil e competitiva que espera o futuro cidadão.
Mas a mera existência de informações não garante uma boa educação acadêmica ou social: ela será o resultado do equilíbrio familiar com a escola.
By denilson
domingo, junho 07, 2009
behind the wall of sorrow / Predestinação que nada!
"Behind the wall of sorrow (basketball and crushes)"
I was killing my heroes as there wasn´t no reason to learn but there´s too much dribble and too little ball movement an any lack of self-control is abysmal.
Almost wenty minutes passed last time i missed her and the free throws to get her heart.
i tried to maintain a certain physical presence but i didn´t reach her hands you saw me making mistakes but it wasn´t a sin, only naivety, and today you´re having fun on me but I won´t fit in your bookshelf you told me to heal myself but not everybody heals as fast as you...
you gave me more love than I bargained for. But then i felt myself raindrop dripping forever into a no-consciousness numb system and state of mind of a monk...
As the summer days begin my pale face returns to blush as my days within you. Yes, i learned how to handle without you. my rehab is going as strong as ever.
I´ve been dribbling shooting for quite a while now but I started playing basketball again... as far as you know it!
And my hunt have been succesfully backing like same old same time.
I don´t have afraid to fall anymore. For any reason i back good in drills and stuffs like that! now I throw my charm for girls from one spot to another it´s such a good feeling - to be accepted and rejected so quickly- I hadn´t felt that in so long time.
Now if there´s any pain in my mind won´t let my body felt it. Even if with bad situations I am not used to dealing with icing down conversations. It easy! Now i love to be alone not lonely and I´m not in a hurry to get into other crush.
By Denilson
“Predestinação que nada!”
Eu sou aquele que te carregou no colo enquanto sua mãe
Descansava do parto e dos preocupações da vida.
Eu sou aquele que te ensinou as coisas como são faladas,
Escritas, seus nomes, bençãos e maldições.
Eu sou aquele que supria seus medos, que não tinha respostas nem mesmo sofria ou tinha dor. Para lhe mostrar coragem e amor!
Eu sou aquele que não ouvia a si mesmo, para te entender e alcançar seus desejos.
Eu sou aquele que tratou sua feridas, desmanchou tuas brigas e te afastou do mal. Eu sou aquele que tudo sofria, que tudo entendia, tudo perdoava se você, sinceramente, se arrependia.
Eu sou aquele que carrega a carroça pelas ruas, tratando teu lixo como tesouro.
Eu sou aquele que te ergue a mão, dando ou pedindo ajuda...
Eu sou a sombra do teu passado, sou teu presente ausente e carente pedindo atenção.
Eu sou teu futuro eloquente, desejoso e temido.
Eu sou teu pai, mãe, irmão e amigo. Eu sou eu era, eu serei...
Para sempre passado, presente futuro!
Eu sou paradoxo; exato; eu sou fome; sou exaustão, eu sou satisfação, sou sorriso echôro, música e silêncio.
Quando sou fraco estou forte. E é assim que me conheces e me negas, ao mesmo tempo.
Eu sou a força de tua alegria e todo fôlego que pegas emprestado de mim.
Eu sou seu consciente e subconsciente.
Eu sou e quero tê-los e os tenho já! Mas tenho vocês, e vocês estão aqui comigo.
Eu sou uma aparição e sou uma realidade
Uma variante de desejos e culpas inegáveis.
Eu sou porque eu escolhi... você também!
By denilson
I was killing my heroes as there wasn´t no reason to learn but there´s too much dribble and too little ball movement an any lack of self-control is abysmal.
Almost wenty minutes passed last time i missed her and the free throws to get her heart.
i tried to maintain a certain physical presence but i didn´t reach her hands you saw me making mistakes but it wasn´t a sin, only naivety, and today you´re having fun on me but I won´t fit in your bookshelf you told me to heal myself but not everybody heals as fast as you...
you gave me more love than I bargained for. But then i felt myself raindrop dripping forever into a no-consciousness numb system and state of mind of a monk...
As the summer days begin my pale face returns to blush as my days within you. Yes, i learned how to handle without you. my rehab is going as strong as ever.
I´ve been dribbling shooting for quite a while now but I started playing basketball again... as far as you know it!
And my hunt have been succesfully backing like same old same time.
I don´t have afraid to fall anymore. For any reason i back good in drills and stuffs like that! now I throw my charm for girls from one spot to another it´s such a good feeling - to be accepted and rejected so quickly- I hadn´t felt that in so long time.
Now if there´s any pain in my mind won´t let my body felt it. Even if with bad situations I am not used to dealing with icing down conversations. It easy! Now i love to be alone not lonely and I´m not in a hurry to get into other crush.
By Denilson
“Predestinação que nada!”
Eu sou aquele que te carregou no colo enquanto sua mãe
Descansava do parto e dos preocupações da vida.
Eu sou aquele que te ensinou as coisas como são faladas,
Escritas, seus nomes, bençãos e maldições.
Eu sou aquele que supria seus medos, que não tinha respostas nem mesmo sofria ou tinha dor. Para lhe mostrar coragem e amor!
Eu sou aquele que não ouvia a si mesmo, para te entender e alcançar seus desejos.
Eu sou aquele que tratou sua feridas, desmanchou tuas brigas e te afastou do mal. Eu sou aquele que tudo sofria, que tudo entendia, tudo perdoava se você, sinceramente, se arrependia.
Eu sou aquele que carrega a carroça pelas ruas, tratando teu lixo como tesouro.
Eu sou aquele que te ergue a mão, dando ou pedindo ajuda...
Eu sou a sombra do teu passado, sou teu presente ausente e carente pedindo atenção.
Eu sou teu futuro eloquente, desejoso e temido.
Eu sou teu pai, mãe, irmão e amigo. Eu sou eu era, eu serei...
Para sempre passado, presente futuro!
Eu sou paradoxo; exato; eu sou fome; sou exaustão, eu sou satisfação, sou sorriso echôro, música e silêncio.
Quando sou fraco estou forte. E é assim que me conheces e me negas, ao mesmo tempo.
Eu sou a força de tua alegria e todo fôlego que pegas emprestado de mim.
Eu sou seu consciente e subconsciente.
Eu sou e quero tê-los e os tenho já! Mas tenho vocês, e vocês estão aqui comigo.
Eu sou uma aparição e sou uma realidade
Uma variante de desejos e culpas inegáveis.
Eu sou porque eu escolhi... você também!
By denilson
quinta-feira, junho 04, 2009
Promises denied
"Cry Me A river"
I heard your voice in backyard commanded to.
Tell me you weren´t there. I felt a cocksucker because I know, as always, I´ll turn back to call you and hear your sweet voice that claims me...
I've tried to say to myself "maybe my world would be happier without you and your world won´t have a place to me...
That´s just why we´re dizzy enough not to remember what
By Denilson
I heard your voice in backyard commanded to.
Tell me you weren´t there. I felt a cocksucker because I know, as always, I´ll turn back to call you and hear your sweet voice that claims me...
that maybe tomorrow you could call me back other day.
I've tried to say to myself "maybe my world would be happier without you and your world won´t have a place to me...
That´s just why we´re dizzy enough not to remember what
we´ve been doing.
How does it feel now that you´re on your own?
How does it feel now that you´re on your own?
And is there any one else to take care of you?
Tell me why is it have to be Like this?
And why did you leave me a message:
And why did you leave me a message:
"asked me for do not disapear"?
By Denilson
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